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Exposição ao sol: risco de câncer de pele X produção de vitamina D


Olá, executérrimas!

Hoje temos mais um artigo de nossa Parceira, Dra. Fabiane N. Bergonse, dermatologista e mestre em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da USP.

O artigo aborda a controvérsia existente entre a importância da vitamina D e o fato de que a sua correta formação advém da absorção dos raios ultravioleta pela pele, principal fator de risco de câncer de pele.

Aproveitem!

Beijooooooo!!

Fabi Gragnani

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Exposição ao sol: risco câncer pele X produção de vitamina D

Atualmente, há muitas controvérsias e discussões em relação a um ponto de equilíbrio entre os efeitos maléficos e benéficos da exposição solar, já que por um lado, sabe-se que a radiação ultravioleta (UV – principalmente a radiação UVB) é o principal fator de risco de câncer de pele e, por outro, 90% da vitamina D necessária para um bom funcionamento do organismo advém dessa exposição solar (na pele) para a sua adequada formação.

Esse é um sério dilema, pois a deficiência ou insuficiência de vitamina D pode estar associada a várias doenças, como alguns tipos de cânceres (cólon, próstata, mama e até melanoma), doenças ósseas, doenças autoimunes, infecciosas, hipertensão arterial como também doenças cardiovasculares.

Já existem alguns estudos que recomendam uma exposição solar “segura” e balanceada para garantir a adequada formação de vitamina D, sem aumentar risco de câncer de pele.

Hoje em dia, aproximadamente 1 bilhão de pessoas sofrem de deficiência ou insuficiência de vitamina D. Vale ressaltar que a dieta alimentar representa somente 10% da obtenção da vitamina D, sendo que 90% da formação da vitamina D se deve a absorção de Ultravioleta (principalmente UVB) pela pele.

A recomendação de ingestão de vitamina D para que se tenha a devida proteção e se evite as doenças causadas pela sua deficiência, é de 1000-2000 Ul. Mas, normalmente, nossa ingestão está muito abaixo do nível necessário para se ter o nível ótimo dessa vitamina no sangue, e, assim, torna-se desejável a exposição solar a UV para se manter nível sanguíneo saudável.

O que dificulta um estudo e o consenso sobre o tema é a grande diferença geográfica e sazonal em relação ao UV. As incidências mais altas estão nos trópicos, sendo o Brasil um país privilegiado.

O que parece é que nos países de alta insolação como o nosso, no horário de pico (meio-dia), com alguns minutos de sol (menos de 15 minutos para se evitar o eritema ou a vermelhidão), limitando-se à exposição de face e braços, já há suficiente produção de vitamina D. Ou também pode-se expor uma área maior do corpo, por um tempo menor, o que resultaria numa produção adequada de vitamina, com menor dano a pele.

Tendo como exemplo um indivíduo de pele tipo II (que queima fácil e bronzeia pouco), o tempo estimado de exposição solar para produção adequada de vitamina D dependeria da quantidade (nível) de U.V e do tamanho da área a ser exposta ao sol.

Assim, numa incidência UV muito baixa (índice de 1), uma pessoa de pele clara tipo II , expondo o corpo todo ao sol, precisaria de 20 minutos para produzir a necessidade diária de vitamina D (1000 UI) e 200 minutos se a exposição fosse só na face. Já numa dose alta de UV (índice 7) , essa mesma pessoa precisaria de 1,5 minutos se fosse expor corpo todo ou 15 minutos se tomasse sol somente no rosto. Já numa incidência máxima de UV (nível 15) no corpo todo, precisaria de 0,67 minutos e 6,7 minutos expondo só o rosto.

Considerando-se a miscigenação da pele do brasileiro, esse tempo de exposição varia com tipo (cor) da pele. Para a pele tipo I (mais clara), o tempo deveria ser diminuído (dividido) por 0,7 dos valores, e numa pele tipo IV (bronzeia fácil e não queima), o tempo deveria ser multiplicado por 2. Já para uma pele tipo V ou VI (negra), o tempo deveria ser multiplicado por fator que vai de 5-10.

Portanto, é importante saber o tipo de pele, a incidência de UV da época do ano (estações do ano) e a incidência de UV do dia (maior às 12h).

* Ul: Unidades Internacionais – unidade de medida da Vitamina D.

Dra. Fabiane Bergonse
www.duedermatologia.com.br

Remédio para autoestima


Olá, executérrimas. Tudo bem?

Hoje temos mais um artigo de nossa Parceira Zora Viana, fundadora e CEO da Consultoria Atitude Emocional.

O artigo trata de uma questão sensível e bastante atual – a autoestima, tema que vem ao encontro do objetivo do Executiva: melhorar a imagem da executiva e, por consequência, sua autoestima.

É para ler, pensar e agir!

Beijooooooo!

Fabi Gragnani

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Remédio para autoestima

Olá, gente de Atitude!

Quem me segue nas mídias sociais já sabe o quanto eu prezo pela autoimagem, especialmente, porque sei o quanto ela está atrelada à autoestima, não é mesmo? É por isso, que hoje resolvi discutir um pouco sobre isso por aqui. Afinal, é um remédio ótimo para dar um up na percepção de si!

Há um tempo, li o livro “Capital Erótico” da Catherine Hakim, que como todo livro tem coisas úteis e outras nem tanto. O que me chamou mais atenção foi esse trecho: “Os estudos realizados por psicólogos sociais abrangem as habilidades negligenciadas em pesquisas que focam apenas a atratividade física. Esses estudos avaliam o conforto e a competência das pessoas em situações sociais, empatia, influência, quantidade de sorrisos, efetividade persuasiva, expressividade facial, ausência de ansiedade social e (falta de) reticência.

E o que tudo isso tem a ver com autoestima? Se existem cada vez mais estudos que relacionam sucesso profissional com estar bem consigo e suas habilidades, será que estamos cuidando da nossa capacidade de gostar de nós mesmos? Por que autoestima é exatamente isso. Pare para refletir, o quanto você zela pela sua autoimagem? Se você for dar uma nota de 0 à 10, qual nota seria?

Eu não defendo um padrão ideal, apesar de saber que o mundo possui alguns padrões pré-definidos e muitas vezes temos de abrir mão de alguns gostos para nos encaixar (não adianta bater o pé, tem coisas que a gente não muda sozinho, por exemplo: um ambiente corporativo estar relacionado a roupas mais sociais). Minha defesa é para você se sentir bem e ir em busca do sucesso na sua vida! Para tanto, você pode praticar:

1. Autoanálise

Perceba como você está fisicamente, o que gosta e não gosta em você. Você pode usar como referência suas metas pessoais e profissionais para perceber o que precisa ser mudado (se precisa!).

2. Autopercepção

Identifique se o que não gosta em você é uma opinião sua ou dos outros. Porque se for fazer alguma mudança, precisa ser por você e seus objetivos.

3. Mudanças reais

Do que você identificou que precisa mudar ou melhorar, procure uma alternativa real para fazer isso. Quero dizer real, como aquelas mais naturais e que não agridem você emocionalmente e fisicamente. Cirurgias são boas, mas nem sempre vão te ajudar a melhorar a imagem que tem sobre você.

Alguns exemplos de mudanças que vejo em meus processos de coaching e orientação pessoal são: mudança no jeito de se vestir, cuidar das emoções, saber valorizar seus talentos e habilidades, de falar, se comportar, cuidar do cabelo, do rosto, do corpo, tudo alinhado com os objetivos individuais dos meus clientes.

Espero que gostem dessas dicas e tenham atitude para melhorar cada vez mais a autoestima de vocês!

Com amor,

Zora Viana

Psicóloga, Coach e Palestrante

 

Seu intestino vai bem? – Parte I


Olá, executérrimas!

Hoje temos o primeiro artigo de nossa parceira Dra. Raquel Pimentel, nutricionista com especialização em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal de Ensino (CVPE) e em Vigilância Sanitária de Alimentos pela Faculdade de Saúde Pública da USP.

O artigo trata de um tema que aflige a maioria de nós mulheres: o intestino. Não conheço uma que não tenha sofrido em decorrência desse assunto…

Espero que gostem!

Beijooooooo!

Fabi Gragnani

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corpo, mulher, magra, m„os, barriga

Seu intestino vai bem? – Parte I

As alterações no funcionamento intestinal são mais comuns do que se imagina. A maioria das mulheres sofre com intestino preso e o mal-estar que isso causa. A prisão de ventre ou obstipação intestinal pode ter várias causas como, por exemplo, hábitos alimentares inadequados, mudança de ambiente e viagens, cansaço físico e mental, uso de medicamentos (antiácidos, antidepressivos, diuréticos, abuso de laxantes), gravidez, doenças intestinais, entre outras. E esse problema reflete-se em nosso humor, na beleza da pele e do cabelo, além de nos deixar sem energia.

A cada dia, novos estudos sobre o intestino demonstram a importância desse órgão para a nossa saúde. E não é para menos. Ele é considerado o segundo cérebro, compõe dois terços do sistema imunológico, produz vários hormônios, absorve nutrientes e água, ajuda na eliminação de toxinas e substâncias não aproveitadas pelo nosso organismo.

O equilíbrio entre as diferentes espécies de microrganismos que compõem a microbiota (flora intestinal) é o que determina a sua saúde e o que vai propiciar o bom funcionamento do intestino. Já a disbiose, nome dado ao desequilíbrio da microbiota, acontece quando as más bactérias dominam o ambiente. Há muitos fatores que podem favorecer tal desequilíbrio, entre eles, algumas infecções, uso de antibióticos, estresse ou mesmo a dieta.

O mais importante é saber que uma dieta balanceada e variada em fibras vegetais está associada à maior diversidade de bactérias no intestino favorecendo o equilíbrio. Algumas fibras, as chamadas prebióticas, estimulam e facilitam o crescimento e a atividade das bactérias benéficas da microbiota, como as bifidobactérias e os lactobacilos. Elas estão presentes em alimentos como a alcachofra, aspargos, chicória, endívias, alho poró, cebola, banana/biomassa de banana verde, batata Yacon, beterraba, cereais integrais (aveia, centeio, trigo), entre outros.

Incluir alimentos probióticos na dieta, como iogurtes e leites fermentados, também contribui para a saúde intestinal. Ajuda a eliminar as bactérias ruins, produz substâncias fundamentais para nutrir a mucosa do colón, auxilia na digestão e ajuda no tratamento da obesidade, diabetes, câncer, candidíase, depressão, acne, inflamações intestinais.

Então o que fazer para ter um intestino saudável? Incluir na alimentação do dia a dia alimentos ricos em fibras (frutas, legumes, verduras, cereais integrais), manter uma ingestão de líquidos adequada (30ml/kg/dia – preferencialmente água, água de coco, chás) e consumir alimentos prebióticos e probióticos. Os prebióticos e probióticos podem ser suplementados na forma de sachê e cápsulas, consulte o seu médico ou nutricionista para um atendimento personalizado.

A prisão de ventre ou obstipação intestinal é muito comum entre as mulheres e indica, na maioria dos casos, a falta de alimentos ricos em fibra na dieta e a ingestão insuficiente de líquidos. Mas você não precisa sofrer com esse tipo de problema, há dicas simples e receitas que podem ajudá-la! Quer saber quais são elas? Vamos tratar do tema no próximo post, não perca!

Dra. Raquel Pimentel

rcs-pimentel@uol.com.br

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