Arquivos mensais: junho 2012

VISAGISMO: arte e técnica a seu favor


Você conhece o Visagismo? Sabe como ele pode ajudá-la ao destacar o que há de autêntico em você? Entende a relação entre sua imagem e estilo de vida?

Se já ouviu falar e tem uma vaga ideia, então assista ao seguinte trecho do filme A Dama de Ferro.

No filme, percebemos o grande trabalho de estilo e imagem sugerido pelos assessores de Margaret Thatcher e adotado com êxito em sua trajetória rumo ao cargo de primeira-ministra do Reino Unido. Há muitas mudanças na personagem vivida por Meryl Streep, mas também respeito por sua identidade e por seus valores. Como resultado do trabalho de forma geral, a líder conquista o cargo com segurança, determinada a comandar a nação britânica com mãos de ferro.

Para entender o conceito visagista, entrevistamos Philip Hallawell, diretor do Centro de Visagismo Philip Hallawell e conferencista nas áreas de beleza, estética e artes. O trabalho de Philip foi criado a partir da associação que fez dos símbolos arquetípicos (que o criador da psicologia analítica Carl Gustav Jung descreveu como símbolos com significados universais) com a linguagem visual. De acordo com Philip, os símbolos arquetípicos mais simples e os mais poderosos são os formatos geométricos que estruturam todas as imagens. “Isso significa que toda imagem, intencionalmente ou não, contém uma mensagem subliminar que define o que ela expressa. Raciocinei que as linhas que formam os formatos geométricos são também símbolos arquetípicos”, explica.

E você pode estar se perguntando: por que a imagem pessoal tem tanta importância? Simples. Pois reagimos emocionalmente àquilo que vemos. O cérebro registra o conjunto de linhas, formas e cores da imagem e se identifica ou não com as qualidades que cada traço exprime. Philip traduz: “Quando a pessoa se olha no espelho, também reage emocionalmente. Se as emoções geradas não estiverem em sintonia com seu senso de identidade, ela não gosta do que vê. O encontro entre a imagem externa e interna traz bem-estar, autoconfiança e faz com que vivencie o que tem de melhor”.

Confira a entrevista completa e depois comente com a gente!

S/T – Podemos classificar o Visagismo como arte, técnica ou a mistura dos dois elementos?

Philip Hallawell – O Visagismo Philip Hallawell é uma arte. A arte de ajudar o cliente a definir o que deseja expressar por sua imagem, por meio de uma consultoria, e, depois, de transformar essa intenção numa imagem com harmonia e estética. O processo envolve várias técnicas, como a da análise física, análise do temperamento, a indução à reflexão e técnicas de execução.

Consideramos os cabelos como um dos elementos fundamentais para definição da identidade visual. Mas além deles, que outros pontos são avaliados em uma sessão de Visagismo? Explique a função de cada um desses elementos.

Philip Hallawell – Todos os aspectos da imagem são avaliados: cabelo, maquiagem, dentes, assessórios e vestimentas, além das características físicas faciais e corporais. O rosto é considerado a sede da identidade e representa 70% do senso de identidade visual. Os dentes são muito importantes porque a boca é o ponto focal quando se olha para uma pessoa; eles comunicam importantes informações, por meio dos seus formatos, tamanhos, sua arcada e as linhas que a dentição forma. As sobrancelhas são a moldura dos olhos, região associada às emoções e o seu formato, tamanho e grossura vão interferir na maneira em que a pessoa é percebida emocionalmente. Os óculos têm semelhante efeito. A maquiagem pode alterar a percepção do formato do rosto e das feições. As vestimentas afetam as formas do corpo. Mas, de todos os elementos, o cabelo é que tem o maior impacto na imagem pessoal e é o elemento para o qual se olha mais. Toda mudança na imagem pessoal muda o senso de identidade da pessoa.

Quanto tempo dura a primeira consulta com o visagista? Depois dessa primeira consulta há mais encontros? Se sim, com que frequência?

Philip Hallawell – No salão, a consultoria dura aproximadamente de 15 a 30 minutos e sempre é repetida na volta do cliente. As sessões de retorno duram menos tempo. A consultoria de moda dura por volta de 1 hora ou mais. A consultoria de Visagismo é incorporada ao trabalho que o profissional faz, ou seja, não é feita a parte.

A consultoria segue uma sequência lógica (estuda-se primeiro o rosto, depois os ombros, os dedos das mãos, a altura) ou para cada cliente acontece de uma maneira diferente?

Philip Hallawell – Sim. O primeiro passo é a análise física que é feita muito rapidamente depois que se tem prática. Enquanto que o cliente se aproxima do profissional, este está observando o andar, a postura, gestos e a fala. Também já analisou o formato do rosto. Quando a consultoria começa, o profissional já analisou o comportamento e tem uma boa noção do temperamento dominante do cliente. Quando ele começa a conversar, diz o que o formato do rosto indica, depois cada parte do rosto. A testa, que revela como a pessoa é intelectualmente, os olhos que indicam como ele é emocionalmente, o nariz mostra como age na vida, a boca como se expressa e é relacionada à sexualidade e o queixo como lida com suas vontades. Não precisa ser nesta ordem. Finalmente analisa a cor da pele. O importante é fazer o cliente refletir sobre como está utilizando essas características e se deseja acentuá-las ou diminuí-las, ou se deseja adicionar algo. O consultor de moda vai fazer uma análise mais detalhada do corpo e o dentista dos dentes e da boca. Desse modo o cliente é ajudado a definir o que deseja na sua imagem.

Há ferramentas específicas utilizadas na consulta com o visagista? Explique a estrutura de cada ferramenta e a finalidade.

Philip Hallawell – O visagista não deve depender de nenhuma ferramenta para fazer a análise e a consultoria, exceto ao avaliar a cor da pele, quando tecidos de diferentes cores são colocados abaixo do queixo para ver se combinam com o tom da pele. Isso é importante para consultores de moda, mas não chega a ser necessário para outros profissionais que podem descobrir o tom questionando o cliente sobre como o bronzeado se fixa após a exposição ao sol.

As alterações físicas orientadas costumam causar mudanças no comportamento das pessoas avaliadas, ou seja, é comum um cliente conseguir a promoção desejada como resultado da confiança conquistada por meio da nova imagem?

Philip Hallawell – No Visagismo Philip Hallawell, o objetivo é criar um encontro entre a identidade visual exterior e o senso de identidade interior. Quando isso acontece, a pessoa atinge seu mais alto nível de equilíbrio emocional e psicológico. Ela também vê o melhor de si na sua imagem. Evidentemente, tudo isso trará grandes benefícios nos seus relacionamentos e pode resultar em mudanças significativas, como promoções, conquistas e realizações.

Muitas vezes, perguntas como “O que eu quero”, “quem eu sou” e “qual estilo de vida que pretendo ter” podem não estar esclarecidas para o cliente, ou seja, ele sabe que a mudança é necessária, mas não sabe por onde começar. Quais são as técnicas que vocês utilizam para extrair a essência do cliente?

Philip Hallawell – A maioria das pessoas não consegue colocar em palavras respostas para perguntas como essas. A consultoria lhe dá as palavras quando se explica o que o rosto revela do seu temperamento e a análise da imagem o conscientiza sobre o que está expressando para o mundo. Isso facilita muito para definir o que o cliente deseja, como é seu estilo e outras questões.

Dê um exemplo prático desse processo.

Philip Hallawell – Funciona da seguinte maneira: dizemos que o nariz do cliente é pronunciado e é grande. Isso significa que ele provavelmente seja uma pessoa de ação, que não tem medo do risco e que é extrovertido. Mas também pode significar que seja imprudente. O que se faz é estimular a reflexão. Isso é bom? Traz benefícios ou atrapalha? Precisa atenuar isso ou não? O corte de cabelo, a maquiagem e outros elementos podem acentuar ou diminuir o nariz. Além disso, o uso de linhas inclinadas vai aumentar a energia, o dinamismo e a extroversão. Linhas retas vão dar direção à sua energia e linhas curvas vão suavizá-la. O cliente tem de decidir o que deseja.

As mudanças sugeridas são baseadas nas características naturais dos clientes? Em tempos em que as mulheres brasileiras buscam incansavelmente técnicas para alisar os fios, como mostrar a uma cliente que ela também pode ter sua melhor versão de uma forma mais natural, por exemplo, com cabelos encaracolados?

Philip Hallawell – Cabelos muito retos podem estabelecer uma imagem rígida e de controle. Quando o cliente descobre isso, pode perceber que não é isso que deseja expressar. Muitas mulheres rejeitam seus cabelos encaracolados porque se sentem conturbadas ou inconsequentes. Isso acontece porque a linha encaracolada expressa conturbação, especialmente se o cabelo for longo e armado. O cacheado expressa leveza e certa infantilidade – é uma linha lúdica. No entanto, há como usar cabelos desses tipos naturalmente, sem que expressem algo negativo.

Você acha que os cabelos enrolados (considerados modernos ou até mesmo rebeldes) tem espaço na cabeça de executivas?

Philip Hallawell – Sim, desde que não sejam longos e que o formato do corte seja retangular. Senão a imagem será de uma pessoa sem seriedade e compromisso, ou conturbada, inadequada para uma executiva. Quando a executiva não quer perder sua feminilidade, manter os cachos é uma alternativa. Também podem ser usados para expressar criatividade.

Pensando nas executivas que trabalham em grupos mais conservadores, como empresas de advocacia ou instituições financeiras, imagino que seja difícil generalizar, mas há um padrão ou algum tipo de perfil infalível para o sucesso? Cabelos curtos, lisos, fios retos, algo do gênero?

Philip Hallawell – Uma executiva deve pensar em como deseja atrair clientes, colegas e subordinados e que qualidades deseja deixar evidentes. Ela precisa de uma imagem que revele a pessoa de valor que é e que mostre seu comprometimento com o trabalho. Cabelos longos devem ser evitados, porque todo elemento visual abaixo do lóbulo da orelha tem ação visual pra baixo. Esse direcionamento do olhar para baixo indica que a pessoa precisa de sustentação ou apoio, o que sugere que não é independente. A dependência pode ser emocional (do marido ou dos pais), financeiro, espiritual ou numa imagem que lhe trouxe aceitação, especialmente se foi considerada bonita quando adolescente. Além disso, não passa compromisso. O cabelo longo cria a sensação de peso e imobilidade (além de engordar) e penso que a imagem de uma executiva deve transmitir energia, leveza e dinamismo. Cabelos longos e soltos expressam liberdade e que a pessoa está “solta”, sem compromissos. Não se deve confundir liberdade com independência.

Quanto aos formatos de rostos (oval, retangular, redondo), podemos pensar em cortes mais indicados para cada um deles?

Philip Hallawell – No Visagismo Philip Hallawell não se trabalha com esse conceito, porque seria uma padronização da imagem, quando o que se busca é a personalização ou customização.

Mas há uma regra para tons de pele, coloração dos cabelos e até mesmo para o uso de cores de roupas, certo?

Philip Hallawell – Sim. Em relação às cores é essencial obter uma harmonia, então as cores dos cabelos, da maquiagem e das roupas têm de estar em harmonia com o tom de pele. Em princípio, peles de tons quentes combinam com cores quentes ou com cores frias neutralizadas e vice-versa. Por exemplo, uma pele de tom quente combina com verde musgo, enquanto as peles frias combinam com vermelho vinho. Por outro lado, se a pele for quente, nunca se deve usar um vestido azul-marinho, e se for fria, nunca se deve usar um conjunto vermelho alaranjado. Para descobrir se a pele é quente ou fria, a pessoa deve refletir sobre o tom do seu bronzeado quando se fixa. Se o bronzeado for dourado, é uma pele quente de fundo amarelo. Se for acobreado, é uma pele quente avermelhada. Se for do tom de café ou simplesmente escurece e tem tendência de se manchar, é uma pele fria amarelada. E há ainda as peles muito brancas que nunca seguram um bronzeado. Essas são peles frias rosadas.

Philip Hallawell por Virna Santolia

Philip Hallawell teve sua formação na Inglaterra e nos EUA. Artista plástico e arte educador, ele apresentou e criou a série À Mão Livre – A Linguagem do Desenho, na TV Cultura, e é autor dos livros da série À Mão Livre (Ed. Melhoramentos), Visagismo: harmonia e estética (Senac SP, 2003) e Visagismo Integrado: identidade, estilo e beleza (Senac SP, 2009).

Inverno, sim! Cheiro de roupa guardada, não!!!!!!


Sim, o inverno chegou Executérrimas!!!!! Momento de usar os nossos lindos e quentinhos casacos!!!!

Mas atenção! Não saiam por aí vestindo roupas com aquele famoso cheiro de “guardado”… Executérrima que se cuida não paga esse tipo de mico!

Então, aqui vai uma dica: antes de usar os casacos, malhas e cachecóis de lã que estão guardados há uns bons meses, sugiro tirá-los do guarda-roupa e deixá-los tomando um ar. Aproveitem o tempo para limpar o guarda-roupa e gavetas com uma solução de vinagre e água. Espere um pouco e guarde tudo novamente.

Se ainda assim o cheiro da roupa perdurar, sugiro levá-la a um tintureiro/lavanderia, ok?

Depois, é só aproveitar e combinar o look “cheiroso” com um bom vinho!!!!

Bjoooooooooooooooo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não fuja da chuva


A coluna desta semana foi sugerida pela Fabi por e-mail. Enquanto eu comentava sobre a semana de chuva sem fim, ela escreveu: “A chuva pode ser uma boa pauta!”.

E como foi! Executérrima nenhuma pode chegar ao escritório com a aparência de um pintinho molhado, os cabelos ao melhor estilo “vim de moto” ou com a camisa transparente encharcada.

Como as condições climáticas mudam a cada 5 minutos, pense bem antes de escolher a produção do dia. Não precisa sair com três tipos de guarda-chuvas diferentes e galochas na bolsa. Mas vale a pena pensar em peças curingas, usadas no frio ou no calor, sequinhas ou molhadas. Quer saber como? Então confira as dicas!

Botas, galochas ou sapatos fechados

O material dos sapatos deve ser resistente e impermeável. Deixe de lado tecido, pelos e camurça. Sei que é estranho evitar couro, pois ele parece o que há de mais prático e durável. Mas acredite, água em excesso pode fazê-lo mofar e manchar. Plástico pode ser uma boa pedida, mas requer muita atenção aos possíveis maus odores, resultado da mistura de material, suor e água de chuva, além de não ter tanto requinte. Para deixar a galocha com uma cara chique, opte pelo cano longo e pela cor escura.

IMPORTANTE: Se você trabalha em um ambiente muito formal, por exemplo, escritórios de advocacia ou instituições financeiras, esqueça o plástico! Seja qual for o modelo do calçado, o material definitivamente não é adequado. Não compre briga e prefira materiais mais nobres para as botas tradicionais (cano longo ou curto) ou sapatos fechados com saltos mais grossos (indicados para os dias chuvosos); nem que seja necessário fazer a troca do sapato por um mais batido para enfrentar o mau tempo quando deixar o escritório.

Guarda-chuvas

Aquele papo de que não é preciso perder tempo comprando guarda-chuva já é passado! Executérrima decente investe em pelo menos um guarda-chuva grande, chique e neutro. Além dele, para os dias em que a criatividade aflorar e a ocasião permitir, você pode escolher diferentes e coloridos modelos pequenos. Mesmo assim, todo cuidado é pouco para não cair no brega. Seu guarda-chuva tem total relação com sua produção, portanto, deve ser escolhido como um complemento que pode fazer a diferença ao deixar o look mais divertido, formal, básico ou clássico.

Cabelos presos, chapéus e boinas

Percebeu que vai chover, então prenda os cabelos antes de sair de casa. Coques ou rabos de cavalo ficam infinitamente melhores com bons acessórios e dedicação. No entanto, se o penteado for feito após um banho de chuva, sem fixadores, grampos e elástico (já vi muita gente com canetas segurando um projeto de coque pra lá de torto), a mensagem de descuido e negligência com a imagem e a empresa podem prejudicar sua carreira. Se o clima não estiver tão ruim e você quiser sair com os cabelos soltos, para proteger a cabeça dos pinguinhos de chuva, use chapéu ou boina. Há modelos elegantes que podem compor um visual bacana. Importante: lembre-se de tirá-los assim que entrar em um ambiente fechado e esteja munida de pente ou escova, além de um produto para baixar os fios arrepiados.

Lenços, cachecóis e echarpes

Além da função de proteger, esses elementos podem entrar na produção para dar o toque final! Sabe quando a roupa está muito escura, discreta demais ou quando é necessário mais glamour. Imagine como um cachecol cenoura deixa mais vivo seu look de calça jeans, camisa branca e casaco azul-marinho ou como você pode ficar elegante em seu vestido preto e echarpe em tons terrosos? Você ainda pode dar mais estilo à produção casual ao optar por um lenço ou echarpe de oncinha. Se as roupas são estampadas e coloridas, por que não pensar em uma peça neutra? Por meio dos acessórios, você pode criar diferentes combinações, basta experimentar.

Combo: Trench coats, capas ou jaquetas impermeáveis + calça sequinha ou “curtos”

Trench coats são perfeitos, pois ficam bem com tudo! Podem ser usados abertos, fechados, com blusas de golão, regatas, vestidos, não há produção mal feita com eles.

As jaquetas podem ser mais pesadas, dependendo do frio e da chuva, ou mais leves e curtas no tronco e nas mangas para aqueles dias de “chove e não molha”. As jaquetinhas de mangas 3/4 são lindas, com um leve volume tornam-se românticas ou podem assumir seriedade com um corte reto e seco.

As capas são bem-vindas, sejam elas coloridas, neutras ou até transparentes, desde que você não faça uso delas sem pensar na produção completa. Nada de aproveitar a capinha de chuva fiiiiiiina vendida na rua a caminho do estádio ou autódromo. Observe a qualidade do material, espessura, elementos gráficos, cores e use sempre de acordo com sua melhor ideia de look para a ocasião.

Pra completar a produção, saias, bermudas, vestidos com ou sem meia-calça (lembre-se que para ficar mais elegante, a meia-calça escura sempre ajuda). Se quiser cobrir as pernocas, prefira calças mais sequinhas e curtas. Bocas largas e barras longas ficam molhadas e cheias de sujeirinhas que arrastamos da rua. Você pode virar barra pra cima para fazer charme ou usá-la por dentro da bota, como as calças justas de montaria.

Quer ver mais exemplos? Surgiu alguma dúvida? Comente com a gente!

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