Arquivos mensais: abril 2016

Como lidar com os nossos medos?


Olá, executérrimas. Tudo bem?

Hoje temos mais um artigo de nossa Parceira Zora Viana, fundadora e CEO da Consultoria Atitude Emocional.

O artigo trata do medo, sensação que tanto nos incomoda.

Ótima leitura!

Beijooooooo.

Fabi Gragnani

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boxer

Como lidar com os nossos medos?

Para começo de conversa: o que é medo? Como qualquer outra emoção é o resultado da interpretação que damos para o que nosso corpo sente. Isso é o que diz a Teoria de Schachter-Singer.

Mas agora, vamos ao que interessa! Como lidar com nossos medos? Sabe que a primeira atitude que digo para meus clientes é: entenda as REAIS razões do seu medo. Sabe por quê? Sem conhecer a raiz, não há mudança real. Para cuidar e enfrentar o medo, é preciso se perguntar:

  • De onde ele vem?
  • O que realmente incomoda?

Isso porque diante do medo, que é uma emoção básica e super necessária para sobrevivência, é muito comum ter dois comportamentos:

  • FUGIR: você fica com aquela sensação de querer desaparecer
  • PARALISAR: você fica com aquela sensação de choque e estática

Como digo na minha palestra Inteligência Emocional, o ideal é perceber qual comportamento é a mais comum em você e desenvolver a atitude emocional que você precisa para: ENFRENTAR!

É como o medo de tentar um novo estilo de se vestir:

  • O que as pessoas irão achar?
  • Como me sentirei?
  • Será que consigo sustentar um estilo novo que quero ter?
  • Será que terei atitude para usar roupas que acho bonita, mas que não tenho coragem?

Ou como fazer uma mudança na carreira:

  • Será que vou me adaptar?
  • Como viverei financeiramente?
  • Será que nesta mudança serei feliz ou continuarei com minha insatisfação?
  • E como seria se eu fracassasse?
  • Ou se eu tivesse sucesso?

Por isso, pratique:

  • Descubra do que você tem medo;
  • Identifique sua reação mais comum (fuga ou choque);
  • Escolha o motivo para ter coragem;
  • Eleja cinco vantagens para o seu motivo;
  • Aja!

Nossa evolução depende exclusivamente de nós. Por isso, exercite, incentive-se e se quiser saber mais sobre esse assunto e como a inteligência emocional pode mudar sua vida para melhor, é só me procurar.

Vamos agir?

Com respeito,

Zora Viana

Psicóloga, Coach e Palestrante

zoraviana@atitudemocional.com

Seu intestino vai bem? – Parte II


Olá, executérrimas!

Hoje temos a segunda parte do artigo Seu intestino vai bem?, de nossa parceira Dra. Raquel Pimentel, nutricionista com especialização em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal de Ensino (CVPE) e em Vigilância Sanitária de Alimentos pela Faculdade de Saúde Pública da USP.

Vale a pena conferir todas as dicas da Raquel sobre o tema!

Espero que gostem!

Beijooooooo!

Fabi Gragnani

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Belly

Seu intestino vai bem? – Parte II

Alguns alimentos são verdadeiros remédios para a saúde intestinal. Existem pessoas que não vivem sem comer mamão no café da manhã, outras que não deixam faltar aveia ou linhaça nas refeições e outras que tomam água de ameixa diariamente. Claro que esses alimentos ajudam, mas não basta apenas ingeri-los e esperar que um milagre aconteça. De nada adianta, por exemplo, comer muita fibra e não tomar água. Se isso acontecer, provavelmente seu intestino vai travar.

Tomou nota dessa dica? Começamos por ela, mas no post de hoje vamos apresentar diversas sugestões. Confira!

Prisão de ventre ou obstipação

Quem já não sofreu com o “intestino preso” alguma vez na vida? Entre os sintomas comuns da obstipação estão: fezes duras, dificuldade persistente de evacuar ou uma sensação de que não conseguiu esvaziar totalmente o intestino. Para alguns, isso é uma ocorrência regular bastante dolorosa e que pode se tornar muito estressante e inconveniente.

O aumento no aporte de fibras, a partir do consumo de cereais integrais, verduras e frutas, leguminosas, sementes, castanhas e frutas secas, ajuda a aumentar o número de evacuações. Além de serem benéficas para a saúde intestinal, as fibras auxiliam na prevenção de outras doenças (hemorróidas, doença diverticular do cólon, cálculos na vesícula biliar e no câncer de intestino), ajudam a reduzir o colesterol (a fibra arrastra parte do colesterol presente nos sais biliares junto com as fezes), a prevenir o diabetes (ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue) e a obesidade (possuem efeito saciante). Outras estratégias são aumentar a ingestão de líquidos (principalmente água ou chás e sucos de frutas naturais) e praticar alguma atividade física de forma regular (ajuda a fortalecer os músculos da parede abdominal envolvidos na expulsão das fezes).

O que consumir:

  • Água, chás e sucos de frutas sem coar
  • Iogurte e leites fermentados
  • Linhaça e chia
  • Cereais integrais
  • Frutas ricas em fibras
  • Vegetais
  • Suco verde
  • Sopa creme de vegetais com aveia
  • Biomassa de banana verde
*Para conferir a lista completa com o preparo desses alimentos, clique aqui.

O que evitar:

  • Excesso de carboidratos refinados (pães e massas) e doces concentrados (doce de leite, leite condensado, goiabada etc.).
  • Excesso de cereais e farelos, pois podem levar a formação de gases.
  • Não atender aos estímulos intestinais. Vá ao banheiro sempre que tiver vontade.
  • Beber pouca água.
  • Ficar dependente de medicamentos laxantes. Mude seus hábitos alimentares.

Diarreia ou “intestino solto”

A diarreia ocorre por causas múltiplas e variadas, pode ser por uma intoxicação alimentar, consumo de alimentos deteriorados ou contaminados, uma infecção por vírus ou bactérias, uma intolerância ou alergia alimentar. Quando ela aparece sem outros sintomas como febre ou dor abdominal severa, a dieta pode ajudar a melhorar o quadro. Porém, antes de tratar, a pessoa precisa ser avaliada por um médico para diagnosticar a causa e indicar a dieta.
A diarreia leva a perda de água e eletrólitos (minerais necessários para que o equilíbrio de água do corpo se mantenha), o que pode levar a desidratação. Por esse motivo, o cuidado em manter a ingestão de líquidos adequada é a principal estratégia de tratamento.

O que consumir:

  • Beber muitos líquidos (água, água de coco, suco de limão coado), bebidas isotônicas e soluções de reidratação oral. Prefira os chás de ervas de como erva doce, camomila e hortelã, que auxiliam na digestão e na hidratação. A água de coco e os sucos coados de frutas sem adição de açúcar (limão, caju, goiaba e maçã) também ajudam na hidratação.
  • Fracionar as refeições e comer pequenas quantidades de alimentos. Reintroduzir os alimentos na dieta de maneira progressiva, de acordo com a melhoria dos sintomas e da sua tolerância.
  • Preparações com pouca gordura e temperos como sopas (canja ou caldos de legumes), arroz, tapioca e raízes cozidas (batata, mandioca, mandioquinha etc.) exigem pouco do intestino e podem contribuir para reduzir os episódios de diarreia.
  • A biomassa de banana verde ajuda a recuperar a microbiota intestinal. Inclui-la na sopa ou no suco pode ajudar a reduzir as evacuações.

O que evitar:

  • O consumo de refrigerantes, café e chás escuros (preto, mate e chá verde), pois podem aumentar a desidratação, além de irritar a mucosa gástrica e aumentar o peristaltismo intestinal.
  • As comidas gordurosas (frituras, embutidos, creme de leite etc.)
  • Alimentação rica em fibras (saladas, cereais integrais, casca e bagaço de frutas etc.). Frutas cruas e cozidas sem casca que podem ser consumidas: maçã, pera e banana.
  • Alimentos que causam intolerância (leite e derivados, glúten, oleaginosas etc.), substitua-os por outros.
  • As temperaturas muito extremas, especialmente alimentos gelados pode estimular o peristaltismo intestinal e aumentar os episódios de evacuação.

Flatulências ou “gases”

A flatulência ou meteorismo é o excesso de gases no intestino que causa espasmos e distensão abdominal (barriga inchada). Isso pode acontecer por vários motivos: comer rápido demais, conversar muito enquanto come, indigestão por mudança brusca na dieta (consumo excessivo de alimentos ricos em carboidratos, flatulentos ou de fibras), uso de antibióticos e disbiose (flora intestinal desequilibrada). Mas também pode ser sintoma de alguma doença, entre elas a obstipação, intolerância à lactose, gastrite, úlceras gástricas e doença inflamatórias do intestino. A melhor recomendação é a reeducação alimentar e a exclusão de alimentos que podem causar intolerâncias e alergias.

O que consumir:

  • Chás de ervas – Eles possuem efeito carminativo (reduzem os gases) e devem ser ingeridos entre as refeições ou após as refeições. Os chás de hortelã, erva doce, sálvia ou anis são os mais indicados porque além de ajudar na digestão, melhoram os desconfortos causados pelos gases. Adicionar ao chá de camomila sementes de erva doce e cominho, pois ajudam a digestão, e hortelã, que relaxa os músculos do cólon (intestino grosso), ajudando a aliviar o desconforto de gases em excesso.
  • Biomassa de banana verde – Consumir 1 colher de sopa por dia.

O que evitar:

  • Excesso de fibras – Elas podem causar além de gases, outros problemas digestivos (cólicas abdominais, diarreias) e comprometer a absorção de alguns nutrientes (como cálcio, magnésio, ferro e zinco).
  • Excessos alimentares – refeições “pesadas” e muito condimentadas dificultam a digestão e podem causar fermentação e produção de gases. Assim como os doces concentrados em açúcar.
  • Bebidas gaseificadas – Refrigerantes, água e bebidas alcoólicas com gás, pois interferem na digestão e aumentam o desconforto.
  • Alimentos flatulentos – As leguminosas (feijões, lentilha, grão de bico, ervilha etc.) e outros alimentos como couve, repolho, couve-flor, brócolis, couve-de-bruxelas, pimentão, pepino, rabanete, alcachofra, cebola, alho e alho poró podem fermentar e levar a formação de gases. Porém nem todas as pessoas podem ter flatulência quando ingerem esses alimentos. Assim, cada um deve reduzir o consumo ou excluir da dieta esses alimentos de acordo com o grau de desconforto. O modo de preparo dos feijões pode amenizar a formação de gases, é só deixar os grãos de molho durante a noite, desprezar a água e depois cozinhá-lo.

Gostou das dicas?

Vale lembrar que são apenas alguns toques, pois a recomendação indicada é buscar ajuda médica e de um profissional nutricionista para um tratamento individualizado. Com essas informações em mãos, não perca tempo e comece a seguir a dieta corretamente.

Cultive saúde e elimine os desconfortos intestinais!

Dra. Raquel Pimentel

rcs-pimentel@uol.com.br

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